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Rosana

quinta-feira, 13 de abril de 2017

Foi numa tarde fria de abril ...



Era uma tarde fria de outono, numa quinta-feira, pertinho da Páscoa.
A vida não estava sendo fácil para aquela mulher.
Todos os dias ela se via esquecida num cantinho deste planeta, onde há milhões de pessoas.
Não conseguia mais se fazer ouvir.
Sua voz estava sufocada por tanta bagagem destrutiva, por tanto negativismo, por tanta hipocrisia que assistia e não conseguia mudar.
Muitas noites,  quando ia se deitar era difícil,  pois as dores que a perseguiam eram tantas e tão forte que ela tinha medo de deitar e partir.
Foi numa tarde fria de outono, que aconteceu um inesperado pensamento.
Jesus tinha passado por tanto sofrimento, não igual ao dela, mas muito pior, porque castigos físicos foram aplicados a Ele, e Ele ficou forte.
O crucificaram e Ele permaneceu na sua fé.
É claro que depois de tanta coisa ruim que fizeram com o  Ele, é claro que Ele veio a morrer.
E ela se perguntou: Será que o sofrimento é a melhor maneira de se chegar até Deus?
É claro que depois de pensar muito, ela chegou a conclusão que o ser humano é uma raça idiota.
Sim, idiotas!
Não fazem nada para melhorar a vida do outro.
Só pensam em si.
Doação, benevolência, gratidão? Isso não existe no vocabulário do ser humano.
A crueldade e o egoismo é algo muito comum entre as pessoas e só mesmo um ser humano mais evoluído é que consegue deixar de lado a agressividade  dos outros pra trás. 
Sabe, esta tarde fria de outono fez muito bem para aquela mulher.
Ela deu o primeiro passo como ser humano: ela pensou em si, mas também nos outros e isso foi capaz de fazê-la se lembrar de um exemplo de ser humano. Ela se lembrou de Jesus.
Ela se lembrou das crianças da Síria, se lembrou das crianças do Brasil, aquelas que ela vê todos os dias, dormindo na sala de aula, enquanto a professora dá aula. 
Ela se lembrou das crianças que dormem ao relento, que são agredidas pelos próprios pais, aquelas que estão abandonadas num abrigo, naquelas que passam dores de fome e frio.
Ela se lembrou das crianças que estão doentes, mesmo que nos melhores hospitais até aqueles que não tem nem aspirina para tirar -lhes a dor da febre, lembrou-se das crianças que choram por não ter carinho, ou por serem obrigadas a fazer carinho em adultos. 
E esta mulher, minha gente, ela se revoltou com o próprio pensamento.
Ela desejou, do fundo da sua alma triste, que Deus perdoasse, pelo menos um pouquinho, estes seres tão pequenos, que ainda precisam de afeto, carinho, remédios, abrigo, alimento...
Ela pediu, que nesta Páscoa que está chegando, Deus enviasse um batalhão de anjos e que não deixasse estes pequenos sofrerem pelo menos, por um dia.
Que no domingo de Páscoa, as crianças tivessem, pelo menos, um dia de amor e paz .
Esta mulher, esqueceu dos seus problemas e pensou neles e o seu desejo, com certeza será atendido por Deus.

Boa Páscoa.


Um comentário:

  1. Que belo Texto, existem pessoas que ainda se preocupam com o Bem-Estar dos outros.
    Adorei ler isto.

    Bjs!

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